terça-feira, 26 de maio de 2009

PT rechaça cobranças do PMDB e do governo

Vamos continuar apoiando os projetos bons e fazendo críticas quando houverem erros. Se o governo entende que diferente, que demita as pessoas sem nenhum trauma
25/05/09 às 20:48 | Ivan Santos
A Executiva Estadual do PT rechaçou ontem as declarações do governador Roberto Requião (PMDB) e da liderança do governo na Assembleia Legislativa, em reação ao apoio de parte da bancada petista às emendas ao projeto de reajuste salarial do funcionalismo público. Na semana passada, Requião e o líder governista na Casa, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) criticaram os deputados do PT que apresentaram emendas propondo reajuste maior, de 15% para os servidores, afirmando que eles passariam a ser considerados de oposição, e não seriam mais atendidos pelo governo.
Em reunião ontem, em Curitiba, a Executiva petista deixou claro que não aceita as ameaças, incluindo as especulações sobre eventuais demissões de integrantes do partido que ocupam cargos no primeiro e segundo escalões da administração estadual. “Vamos continuar apoiando os projetos bons e fazendo críticas quando houverem erros. Se o governo entende que diferente, que demita as pessoas sem nenhum trauma”, afirmou o deputado estadual Tadeu Veneri (PT) – um dos que apoiaram as emendas ao projeto governista.
Veneri levantou ainda a suspeita de que a hostilidade de Requião e seus comandados ao PT seria na verdade uma tentativa de arrumar uma desculpa para que o PMDB do governador se afaste do partido para buscar novos aliados nas eleições de 2010. Apesar de publicamente ter lançado o vice-governador Orlando Pessuti como candidato à sucessão de Requião, líderes peemedebistas estariam negociando uma aliança com o PSDB em torno da candidatura do prefeito de Curitiba, Beto Richa.
Em texto publicado em seu blog, o secretário estadual do PT, Florisvaldo Souza, também reagiu à ameaças da cúpula governista. “A composição do governo é responsabilidade do governador. Quer afastar o PT do seu governo, use a caneta”, afirmou.
O líder do governo na AL, deputado Luiz Cláudio Romanelli, negou que esteja trabalhando para excluir o PT da base governista. Mas admitiu que as desavenças com o partido tem as eleições de 2010 como pano de fundo, já que os petistas estariam trabalhando para firmar uma aliança em torno da candidatura do senador Osmar Dias (PDT) ao governo. “Eles estão fazendo um acordo político com o Osmar Dias. Vai dizer que isso é normal?”. Romanelli devolveu a acusação e afirmou que a postura dos petistas na Assembleia seria também uma forma de justificar a aproximação com Osmar e o afastamento do PMDB para as próximas eleições. “Quem tem tido uma conduta estranha são eles, não somos nós”, alegou.

Fonte: Jornal do Estado

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